Clínica de Oncologia e Hematologia - Niterói

Dias úteis : 8h as 19:30h
  Telefones : (21) 2711-3238 | (21) 2714-5593 | Fax: (21) 2710-7519

Nutrição Oncológica: Mitos e Verdades

Maíra Schwertz
Nutricionista-CRN4  14100485
Mestre em Ciência de Alimentos
Pós- Graduada em Oncologia  Multidisciplinar
IG: @nutri_maira



É POSSIVEL EVITAR O CÂNCER A PARTIR DA ALIMENTAÇÃO?

As escolhas alimentares são muito importantes!

 Enquanto alguns alimentos podem ajudar a proteger o corpo contra a doença, outros podem aumentar o risco de desenvolver câncer. Uma dieta rica em alimentos in natura, em especial os de origem vegetal, ou minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumir ou aquecer e bebidas açucaradas, é capaz de prevenir o surgimento da doença.



EXISTEM ALIMENTOS MILAGROSOS QUE PODEM CURAR O CÂNCER?

Não podemos atribuir a nenhum alimento específico poder de cura! Existem evidências claras que uma alimentação saudável auxilia na prevenção e no tratamento do câncer. Consuma alimentos de diferentes cores, como vermelha, verde, amarela, branca, roxa e laranja. Quanto mais colorida for sua refeição, melhor!



A ATIVIDADE FÍSICA PREVINE O CÂNCER ?

Além de auxiliar no controle do peso corporal, a atividade física promove o equilíbrio dos níveis de hormônios (reduz a resistência à insulina e os níveis de estrogênio circulantes), reduz o tempo de trânsito gastrintestinal (com isso diminui o período de contato dos tecidos locais com substâncias que promovem o câncer) e fortalece o sistema imunológico.

  Existem recomendações que sugerem a realização de pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, mas já há evidências de que a atividade física traz benefícios para a prevenção de câncer e para a saúde mesmo quando realizada por menos tempo.



A EXPOSIÇÃO AO FORNO MICRO-ONDAS PODE PROVOCAR CÂNCER?

A radiação do micro-ondas tem apenas duas  propriedades: cozinhar e aquecer. Não alterando a estrutura química e molecular dos alimentos. Logo, o consumo de alimentos  aquecidos no micro-ondas não aumenta o risco de câncer.

             O que acontece é que  forno micro-ondas emite uma  forma de radiação  não ionizante, classificada como possivelmente cancerígena para os seres humanos, mas a estrutura do  forno está preparada para que a radiação não passe para o exterior do equipamento.

     Para sua segurança, siga corretamente as  instruções de uso do aparelho, observe a vedação, remova as sujidades e se estiver danificado, recomenda-se  não utilizá-lo .



AQUECER ALIMENTOS OU ACONDICIONÁ-LOS QUENTES EM RECIPIENTES PLÁSTICOS PODE AUMENTAR O RISCO DE CÂNCER?

O aquecimento de recipientes plásticos contendo alimentos pode liberar substâncias nocivas com potencial de causar câncer, como a dioxina, o bisfenol A (BPA) e os ftalatos.

  Dica:  transfira a comida para vasilhas de vidro temperado ou de porcelana que suportem o calor.

  Também devemos evitar aquecer as bandejas de espuma em que são acondicionadas lasanhas e outras massas. Bem como, o filme plástico utilizado para proteger e cobrir alimentos também deve ser evitado, pois o vapor condensado pode respingar substâncias perigosas no alimento.   É mais seguro usar papel toalha, pano de prato ou saco de papel. Tais cuidados são simples e podem evitar danos à saúde.



O EXCESSO DE GORDURA CORPORAL AUMENTA O RISCO DE TER CÂNCER?

O excesso de gordura corporal provoca alterações hormonais e um estado inflamatório crônico que estimulam a proliferação celular e inibem a apoptose (morte programada das células). Dessa forma, a gordura contribui para a formação e a progressão de diversos tipos de câncer, como  os citados abaixo:

  • Esôfago (adenocarcinoma);
  • Estômago (cárdia);
  • Pâncreas;
  • Vesícula biliar;
  • Fígado;
  • Intestino (cólon e reto);
  • Rins;
  • Mama (mulheres na pós-menopausa);
  • Ovário;
  • Endométrio;
  • Meningioma;
  • Tireóide;
  • Mieloma múltiplo;
  • Possivelmente próstata (avançado);
  • Mama (homens) e;
  • Linfoma difuso de grandes células B.