Clínica de Oncologia e Hematologia - Niterói

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Terapia com Alvo Molecular

A terapia com Alvo Molecular de combate ao câncer vem trazendo mais otimismo ao meio científico. Com os avanços da medicina, principalmente no âmbito da pesquisa molecular, tem sido possível entender cada vez mais as características de cada tipo de tumor, e, com isso, desenvolver fármacos que possibilitem o tratamento do câncer de forma mais efetiva e com menos efeitos colaterais para o paciente. Um grupo de medicamentos que vem possibilitando que esse conceito torne-se realidade, e contribuindo para que o tratamento oncológico seja mais personalizado é a terapia com alvo molecular. Esse tipo de terapia tem como objetivo atacar o tumor e impedir o seu crescimento e disseminação pelo organismo, ou seja, combate as moléculas específicas, direcionando a ação de medicamentos, exclusivamente ou quase exclusivamente, às células tumorais, reduzindo assim, suas atividades sobre as células saudáveis e os efeitos colaterais.

O que é terapia com alvo?

A terapia com alvo molecular é um novo tipo de tratamento que surgiu através do melhor entendimento da ação dos genes, das proteínas e de outras moléculas presentes nas células tumorais, criando o conceito da terapia personalizada. Os medicamentos são compostos de substâncias que foram desenvolvidas para identificar e atacar características específicas das células cancerígenas, bloqueando assim o crescimento e a disseminação do câncer.

Tipos de terapia com alvo: anticorpos monoclonais (trastuzumabe, trastuzumabe entansina, pertuzumabe, cetuximabe, panitumumabe, rituximabe, denosumabe e outros), inibidores de angiogênese (bevacizumabe), inibidores de tirosinoquinase (erlotinibe, gefitinibe, afatinibe, imatinibe, dasatinibe, sunitinibe, sorafenibe, vemurafenibe, dabrafenibe, cabozantinibe, temsiroliums, everolimus, crizotinibe, ceritinibe, vandetanibe, pazopanibe e outros), inibidores da via do hedgehog (vismodegibe).

Quando e para quem é indicada?

O princípio básico da utilização da terapia com alvo consiste na identificação de um bom alvo molecular. Alguns tumores apresentam uma via conhecidamente alterada, dessa forma, o tratamento é indicado mesmo sem a necessidade do teste molecular (exemplo: uso de sunitinibe em doentes com câncer de rim metastático). Entretanto, outros tumores precisam ter a presença do alvo molecular no tecido tumoral para existir benefício do uso do medicamento. Nos exames realizados para identificar a indicação da terapia com alvo, analisa-se como as células malignas crescem, se multiplicam, se desenvolvem novos vasos sanguíneos, se proliferam em outras regiões (metástases), o que as alimenta e o que as inibe. Em micro-culturas, é possível ainda confirmar a viabilidade do uso de medicamentos no tratamento, expondo as células às substâncias específicas.

Quais são os cuidados necessários durante o tratamento?

Apesar dessas medicações serem “desenhadas” especificamente para “atingir” as células cancerígenas, são necessários vários cuidados durante o planejamento e tratamento com esses antineoplásicos. Geralmente esses medicamentos são administrados por via oral, na forma de comprimidos ou cápsulas. Dessa forma, sua absorção e ação podem ser influenciadas quando utilizadas concomitantemente com medicamentos usuais como antiácidos, antihipertensivos, antidiabéticos, antivirais, antibióticos e anticonvulsivantes. É importante ressaltar que a escolha do tratamento irá depender do tipo do câncer e das suas características moleculares, assim como as orientações e medidas preventivas contra os efeitos colaterais mais frequentes (rash cutâneo, diarreia, mucosite e outros eventos adversos) irão depender do medicamento prescrito.

 

Fonte:
Hospital do Câncer de Barretos
Sociedade Beneficiente Israelita Brasileira